terça-feira, 21 de janeiro de 2014



Visitando os blogs, encontrei esse post que achei bem interessante e até me emocionei.
Quem teve a experiência de ter vivido no Japão ou qualquer outro pais, vai entender bem o que estou falando.
Quando estamos fora do nosso pais, muitas vezes uma simples foto de onde vivíamos, um amigo que te manda um recado ou até mesmo um pacote de bolacha pode fazer muita diferença.
Quando estamos fora, longe das pessoas que fazem e fizeram parte da nossa vida, vivemos na nostalgia, relembrando momentos do passado que marcaram. (ou até não)
Lembro que quando morei no Japão, pensava em todos e em tudo, cada rua da minha cidade, cada pessoa que morava lá. Ficava horas no trabalho ou na hora de dormir me perguntando: De quem eu não lembrei ainda?
Lembrava de pessoas que nem mesmo conversava comigo ou que não tinha contato mas sabia que estavam, ou estiveram lá.

A vida é assim, vivemos de lembranças. Hoje estou no Brasil e vivo relembrando as pessoas e lugares  do Japão.

Bem... vou dividir o post que encontrei. Pude saber exatamente o que ambos sentiram.

Faça alguém feliz! (texto original do blog)

Na segunda-feira, saí atrasada para o trabalho e não tive nem tempo de preparar o lanche que sempre levo para comer no intervalo das 10 horas. Abri um pacote de biscoito Passatempo que tinha no armário e coloquei num potinho apenas 5 bolachinhas.
Quando deu o horário, fui para o refeitório, sentei no lugar de sempre e na outra mesa sentam os rapazes. Comi tranquilamente e no caminho de volta para a linha de produção, um rapaz me disse:
_ Desculpe a pergunta, mas onde você comprou a bolacha Passatempo!?
Ai, morri de vergonha, pois comi sem oferecer para ninguém.
Eu disse que ganhei de uma amiga que veio do Brasil e que tinha mais em casa, e que se ele quisesse eu levaria pra ele no outro dia.
Ele disse que não precisava, mas que ficou curioso, já que não se vê essa bolacha por aqui.
Pedi desculpas por não ter oferecido, e segui adiante.
Mas eu fiquei com isso na cabeça...
" Poxa, tenho mais um pacote fechado em casa... "
" Sempre alguém traz do Brasil... "

Ah, decidi levar para o colega!

No outro dia, quando ele chegou no refeitório eu já estava lá, então quando ele passou pela minha mesa eu estendi o pacote e disse que era para ele.
Sabia que não iria aceitar, então ele disse:
_ Desculpe, eu não posso aceitar, Priscilla! Isso é um tesouro e você não pode entregar um tesouro assim...
Então me levantei, fui até a mesa onde ele já estava sentado, estendi as duas mãos onde estava o pacote e falei: É seu!

Gente, nem sei explicar...
A cara de felicidade, misturada com de receio, mas os olhos dele brilhavam e encheram d'água... Então ele me disse, com uma voz mansa:
_ Poxa, Priscilla, obrigado! Olha, faz muito tempo que eu estou no Japão e há muito tempo tenho vontade de comer essa bolacha. Obrigado mesmo!

Era uma simples bolacha, que se transformou num tesouro, que se transformou num nó na minha garganta, de ver tanta emoção...
A única coisa que eu consegui dizer foi que não precisava agradecer, pois eu sabia o que era esse sentimento... Inúmeras vezes os amigos dos blogues, Twitter e Facebook enviaram delícias após ler algum comentário meu. Também sou grata!

Só sei que eu fiquei feliz o dia todo! E isso todo mundo percebeu, sem saber o motivo, as meninas comentaram sobre meu super sorriso e meus olhos brilhantes de felicidade.
Fiquei pensando naquele homem que se mostrou um menino que acabara de ganhar o melhor presente do mundo, bem ali na minha frente.

Não estou contando essa história aqui para vocês acharem que eu sou legal e dei minhas preciosas bolachinhas para o rapaz, mas para que vocês se inspirem a fazer alguém feliz, caso tenham a oportunidade.

Espero, sinceramente, que ele não me leve nada para retribuir o presente, mas que tenha isso no coração dele e que faça o mesmo por alguém, como se fosse uma corrente do bem, que não deve ser quebrada, entende?!

Uma das primeiras lições que aprendi e escolhi para levar comigo a vida toda é a seguinte:

" Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz. "
[ Madre Teresa de Calcutá ]

Fonte-
Aqui


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